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Cometa visitante de outro sistema solar intriga cientistas com comportamento raro

Um visitante espacial vindo de fora do nosso sistema solar, chamado 3I/ATLAS, passou perto da Terra na semana passada e deixou os astrônomos de cabelo em pé. 

O astrofísico de Harvard, Avi Loeb, publicou uma análise no dia 25 de dezembro mostrando que esse cometa soltou partículas gigantescas e agiu de um jeito que a ciência comum ainda não consegue explicar totalmente.

O mistério da cauda ao contrário

Normalmente, a cauda de um cometa aponta para longe do Sol, empurrada pela luz. Mas o 3I/ATLAS mostrou uma anti-cauda (um jato de material que aponta justamente na direção do Sol). 

Para que isso aconteça sem que a luz solar pare essas partículas, elas precisam ser muito maiores do que o normal. Enquanto a poeira comum de cometa é minúscula, o material desse visitante mede entre 1 e 100 mícrons (uma unidade de medida microscópica), chegando a viajar 500 mil quilômetros rumo ao Sol.

Um objeto que gira e balança no espaço

Além do tamanho das partículas, cientistas na Espanha, usando o Observatório do Teide, descobriram que o cometa tem jatos que oscilam, ou seja, que ficam balançando de um lado para o outro. 

Esse movimento acontece a cada 7 horas e 45 minutos, o que ajudou a calcular que o núcleo do cometa dá uma volta completa em si mesmo a cada 15 ou 16 horas. É a primeira vez que vemos um objeto vindo de outra estrela se comportar dessa maneira.

Visitante ou tecnologia?

Embora Avi Loeb tenha listado 15 anomalias (coisas fora do comum) no objeto, outros estudos tentam manter os pés no chão. Pesquisas de rádio do projeto Breakthrough Listen não encontraram sinais artificiais (como rádio ou tecnologia) vindos dele. 

Outro estudo concluiu que a velocidade estranha do cometa pode ser explicada apenas pela liberação de gases comuns, como monóxido de carbono e dióxido de carbono.

Agora, o 3I/ATLAS segue seu caminho para encontrar Júpiter em março de 2026, antes de ir embora para sempre do nosso sistema solar. 

Entender esses visitantes é importante porque eles são como "mensageiros" de lugares do universo que nunca poderemos visitar, trazendo pistas sobre como funcionam outros sistemas estelares distantes.

Fonte: primetimer

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