Mercado teme insegurança com possível volta do Banco Master

O fechamento forçado do Banco Master está gerando um cabo de guerra entre a economia e a justiça brasileira. Recentemente, o Banco Central (BC) decidiu pela liquidação extrajudicial da instituição (que é quando o governo encerra as atividades de um banco para evitar prejuízos maiores) após descobrir uma fraude bilionária. 

Agora, investidores e especialistas temem que decisões judiciais possam desfazer esse processo, criando uma enorme incerteza no país.

Entenda o motivo do fechamento

A investigação do órgão regulador revelou um rombo de R$ 12 bilhões. O banco teria criado investimentos falsos, sem nenhum valor real, para tentar conseguir dinheiro e continuar funcionando. 

Por causa disso, a Polícia Federal realizou prisões e o BC decidiu tirar o banco de circulação. Para os especialistas, como o economista Luiz Fernando Figueiredo, a fraude é clara e incontestável, já que o banco tentou vender "ativos fantasmas" para o BRB (Banco de Brasília).

A interferência do Poder Judiciário

O clima pesou quando o TCU (Tribunal de Contas da União) e o ministro Dias Toffoli, do STF, começaram a questionar as decisões do Banco Central. Foi determinada até uma acareação (colocar os envolvidos frente a frente para checar quem está mentindo) entre o dono do banco, diretores e o ex-presidente do BRB.

O mercado financeiro vê isso com desconfiança, pois acredita que o trabalho técnico do BC está sofrendo pressões políticas desnecessárias.

Por que isso preocupa o seu bolso?

Se a justiça decidir que o banco pode voltar a funcionar, mesmo após as provas de fraude, a confiança de quem investe no Brasil pode despencar. Como explicou a economista Marcela Kawauti, da Lifetime Investimentos, isso gera insegurança jurídica (quando as regras do jogo mudam no meio do caminho e ninguém sabe mais o que é seguro).

Para o cidadão comum, isso importa porque o sistema financeiro precisa ser rígido e confiável para que a economia funcione bem e os bancos sejam lugares seguros para guardar dinheiro.

O caso continua sendo acompanhado de perto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Você acha que as decisões técnicas do Banco Central deveriam ser definitivas ou a justiça deve sempre revisar esses casos?

Fonte: cnnbrasil

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