O Congresso aprovou o orçamento do governo para 2026. O plano prevê que o Brasil tenha um superávit primário pela primeira vez no atual governo Lula. Superávit primário é quando o governo arrecada mais do que gasta, sem contar os juros da dívida. A meta é fechar o ano com saldo positivo de 0,25% do PIB.
Na prática, isso significa que o governo diz que conseguirá gastar menos do que arrecada em cerca de 34,5 bilhões de reais. É um sinal de tentativa de controle das contas públicas, algo importante para a economia. Porém, analistas alertam que esse resultado será difícil de alcançar dentro das regras fiscais atuais do país.
O Desafio do Ajuste Fiscal no Orçamento 2026
O orçamento foi aprovado em um momento delicado. O governo tinha prometido chegar a um superávit maior até o fim do mandato, mas isso não aconteceu. Os gastos com aposentadorias e programas sociais cresceram rápido. Ao mesmo tempo, o governo evitou cortar despesas de forma mais dura e encontrou dificuldade para aumentar receitas. Por isso, optou por um ajuste mais lento nas contas.
Além disso, economistas apontam um problema importante. O cálculo do superávit deixa de fora algumas despesas relevantes, como pagamentos determinados pela Justiça. Se esses gastos fossem incluídos, o resultado não seria superávit, mas sim um déficit de 23,3 bilhões de reais. Déficit é quando o governo gasta mais do que arrecada. Isso mostra que o equilíbrio das contas ainda é frágil.
Dívida Pública em Alta: O Que Isso Significa?
Outro ponto de atenção é a dívida pública. O próprio Tesouro já estimou que a dívida do país, em relação ao tamanho da economia, deve crescer mais de 10 pontos percentuais durante o atual governo. Dívida alta significa mais risco, mais juros no futuro e menos espaço para investir em áreas importantes.
Saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda
No meio desse cenário, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que deixará o cargo em fevereiro. A ideia é dar tempo para um novo ministro preparar medidas econômicas logo no início do ano. Haddad afirmou que decidiu sair após a aprovação do orçamento e de um projeto que reduz incentivos fiscais, e disse que ajudar na campanha de 2026 seria incompatível com o comando da economia.
Impactos Econômicos: Quem Ganha e Quem Perde?
Do ponto de vista econômico, o orçamento tenta passar uma mensagem de responsabilidade, mas os números levantam dúvidas. Um superávit que depende de excluir gastos importantes enfraquece a confiança. Isso pode manter os juros altos, afastar investimentos e dificultar o crescimento econômico.
Quem ganha com um orçamento mais equilibrado são as empresas, os investidores e a população no longo prazo, porque um país com contas organizadas cresce mais e gera empregos. Quem perde quando o ajuste não é claro é o cidadão comum, que acaba pagando a conta com inflação, juros altos e serviços públicos pressionados.
Opinião BlackPost: Superávit Real ou Apenas no Papel?
A opinião do BlackPost é direta: buscar superávit é o caminho certo, mas ele precisa ser real, não apenas no papel. Sem controle firme de gastos e sem transparência nos números, o Brasil continua andando devagar. Crescimento sustentável exige eficiência do Estado, responsabilidade fiscal e decisões difíceis hoje para melhorar a vida das pessoas amanhã.
Conclusão: A Lição do Orçamento 2026
A lição dessa notícia é simples. Não basta anunciar equilíbrio nas contas. É preciso mostrar, com números claros, que o país está gastando melhor, se endividando menos e criando um ambiente favorável para empregos, investimentos e desenvolvimento real.
Fonte: BlackPost
