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| Russia's President Vladimir Putin and President Donald Trump are pictured at the APEC Summit in Danang, Vietnam on Nov. 11, 2017. File photo by Jorge Silva/Reuters |
O Kremlin anunciou neste domingo que o presidente russo Vladimir Putin e o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestaram oposição conjunta a uma proposta de cessar-fogo temporário na Ucrânia. A sugestão, que partia de líderes europeus e ucranianos, foi descartada durante uma conversa telefônica.
De acordo com Yuri Ushakov, assessor de política externa da Rússia, os dois líderes conversaram por 1 hora e 15 minutos. Para ambos, uma pausa momentânea nos combates poderia apenas prolongar o conflito e permitir que as hostilidades fossem renovadas mais adiante.
As exigências territoriais e o papel de Donald Trump
A Rússia mantém uma postura rígida para encerrar o confronto. Atualmente, o governo russo controla cerca de 90% da região de Donbas e exige que as tropas da Ucrânia retirem-se dos 10% restantes. Segundo o Kremlin, essa seria a "decisão corajosa" necessária para a paz.
Donald Trump tem atuado como mediador através de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner. O objetivo declarado do americano é encerrar o que ele considera o conflito mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Cúpula na Flórida e o impasse diplomático
A conversa entre Putin e Trump ocorreu pouco antes de uma reunião decisiva com Volodymyr Zelenskyy em Mar-a-Lago, na Flórida. O encontro, marcado para as 15h, foca em um plano de paz de 20 pontos elaborado pelo governo ucraniano.
Zelenskyy afirma que seu plano está 90% pronto, mas as garantias de segurança por parte dos Estados Unidos e da Europa ainda são o maior obstáculo. Enquanto isso, a Rússia afirma ter capturado cidades como Huliaipole e Myrnohrad, o que a Ucrânia nega.
Conflito em solo ucraniano segue avançando rapidamente em 2025, com forças russas capturando entre 12 a 17 quilômetros quadrados de território por dia. Esse avanço aumenta a pressão sobre os aliados europeus, que temem pela integridade do país.
O que esperar: 5 impactos no seu futuro
- Aumento da pressão diplomática para que a Ucrânia ceda formalmente a região de Donbas.
- Dificuldade em estabelecer tréguas curtas, mantendo o cenário de guerra ativa por mais tempo.
- Possível mudança radical na política externa dos Estados Unidos em relação ao apoio militar a Kiev.
- Risco de intensificação dos ataques russos caso não haja um acordo sobre as novas fronteiras.
- Incerteza sobre a segurança nuclear e estabilidade econômica na Europa devido ao impasse territorial.
Este alinhamento entre Washington e Moscou pode mudar o rumo das negociações nos próximos dias.
Fonte: reuters
