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Venezuela pede reunião na ONU e acusa EUA de agressão

A Venezuela decidiu levar a tensão com os Estados Unidos para o centro da diplomacia mundial. O governo pediu oficialmente uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir o que chama de “agressão contínua” por parte dos americanos.

Segundo um diplomata da ONU, esse encontro pode acontecer já na próxima terça-feira (23). A ideia é colocar na mesa as ações recentes dos EUA que, para Caracas, passam dos limites do direito internacional.

Venezuela mobiliza milícia em resposta ao envio de navios de guerra dos EUA  • 30/8/2025 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, conversou por telefone com Nicolás Maduro. Na ligação, ele reforçou algo básico nas relações entre países: a necessidade de respeitar a Carta da ONU, que funciona como um “manual de convivência” entre as nações.

Do lado venezuelano, Maduro alertou que as ameaças americanas podem afetar a paz regional. Essa preocupação ganhou força depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um “bloqueio total” a petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela. O ministro da Defesa venezuelano reagiu chamando a medida de “delirante”.

Além disso, os EUA aumentaram a presença militar no Caribe, enviando navios de guerra, aeronaves e milhares de soldados, sob o argumento de combater o narcotráfico. Essas operações incluem ataques a embarcações suspeitas, mas levantam dúvidas sobre a legalidade das ações.

Para completar o cenário de tensão, Washington acusa o governo de Maduro de ligação com o Cartel de Los Soles e já discute cenários para um possível “dia seguinte” à saída do líder venezuelano do poder — ainda que, até agora, não haja decisão sobre um ataque direto.

No fim das contas, a disputa mostra como o embate entre Venezuela e Estados Unidos deixou de ser apenas retórico e passou a envolver sanções, forças militares e organismos internacionais. Para o mundo, isso importa porque qualquer faísca nessa região pode gerar impactos bem além das fronteiras dos dois países.

Fonte: reuters

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