Essa conta não fecha para quem é aposentado ou pensionista do INSS e ganha mais de um salário mínimo. Em 2025, o reajuste desses benefícios foi baseado no INPC, que subiu 3,9%, enquanto a inflação oficial, medida pelo IPCA, avançou 4,26%. Traduzindo: o preço das coisas subiu mais do que o aumento da aposentadoria. Resultado? Perda de poder de compra.
O que isso significa no dia a dia
Na prática, é simples como conversa de bar: o dinheiro entra, mas rende menos. Quem recebe acima do piso nacional vai sentir o aperto no bolso ao longo do ano, porque o reajuste não acompanhou a alta média dos preços.
Teto do INSS sobe, mas não empolga
Com esse índice, o teto do INSS deve sair de R$ 8.157,41 para cerca de R$ 8.474,55 em 2026. Esse valor ainda depende de confirmação oficial em portaria no Diário Oficial. Mesmo assim, o aumento não cobre totalmente a inflação.
Quem ganha um salário mínimo escapa
A regra muda para quem recebe exatamente um salário mínimo. Esses benefícios são corrigidos pelo piso nacional, que passou para R$ 1.621 em janeiro. Aqui, o INPC não entra na conta, o que evita a perda que atinge quem ganha acima do mínimo.
O que puxou o índice em 2025
Dados do IBGE mostram que o INPC subiu 0,21% em dezembro e fechou o ano abaixo de 2024, quando havia batido 4,77%. Alimentos voltaram a subir no fim do ano, junto com produtos não alimentícios, mas ainda assim não foi suficiente para alcançar o IPCA.
Diferença entre INPC e IPCA explica tudo
O INPC, criado em 1979, mede o custo de vida de famílias com renda de até cinco salários mínimos e, desde 2003, define o reajuste das aposentadorias acima do mínimo. Já o IPCA é a inflação oficial, usada pelo Banco Central. Quando um sobe menos que o outro, não tem milagre: o aposentado paga a conta.
Deixa a sua opinião nos comentários
