O aumento da contribuição do MEI para R$ 81 é um retrocesso amargo para o microempreendedor brasileiro. Embora pareça um ajuste técnico, na prática é o Estado cobrando mais caro de quem está tentando sobreviver por conta própria. Para o Brasil ser potência, a gente precisa de gente empreendendo, e não de mais boleto chegando na mesa de quem já trabalha no limite.
A conta chegou: por que subiu?
O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é aquele boleto único que o MEI paga todo mês, é amarrado diretamente ao salário mínimo. Como o mínimo subiu para R$ 1.600, a mordida do governo cresceu junto. É a regra do jogo: se o mínimo sobe, o custo de ser formalizado no Brasil vai no vácuo.
Pra quem é MEI caminhoneiro, o impacto é ainda mais bruto, chegando a quase R$ 195. Isso é dinheiro que sai direto do diesel, da manutenção do caminhão e da janta do motorista. O governo diz que é para garantir o INSS (a previdência pública que paga aposentadoria e auxílio-doença), mas para o pequeno, é custo na veia agora em troca de uma promessa lá na frente.
Impactos concretos no dia a dia
Na prática, isso encarece o "Custo Brasil" para a base da pirâmide. O barbeiro, a manicure e o dono da lanchonete vão ter que repassar esses R$ 81 a R$ 87 para o preço final. Ou seja, quem paga a conta é o cidadão comum, já que o serviço fica mais caro e o lucro do microempreendedor murcha.
Para a economia, isso é um balde de água fria na competitividade. Em vez de incentivarmos a formalização total, a gente cria uma barreira financeira. Muitos podem acabar voltando para a informalidade (trabalhar "por fora", sem registro) só para não ter que pagar essa taxa todo mês, o que enfraquece a arrecadação do país a longo prazo.
Análise sem filtros: o Brasil real
É um absurdo que a única forma de aumentar o mínimo seja punindo quem gera a própria renda. O Microempreendedor Individual é o herói da economia brasileira, é o cara que não esperou emprego cair do céu e foi fazer o seu. Aumentar o imposto desse pessoal é desestimular o corre de milhões de brasileiros.
Se o Brasil quer jogar na Champions League das economias mundiais, precisa facilitar a vida de quem produz. Cobrar mais de R$ 200 de um caminhoneiro em impostos fixos, fora o resto, é sufocar o transporte de carga no país. O governo deveria estar focado em reduzir burocracia e custo, não em atualizar tabela de cobrança automática.
Conclusão
O veredito é que esse aumento é ruim para o desenvolvimento nacional. Ele pune a produtividade e aumenta a desigualdade, já que o pequeno sente muito mais o peso de R$ 81 do que uma grande empresa sente o peso de milhões. Se quisermos um país de primeiro mundo, precisamos de um Empreendedorismo forte e barato, e não de um sócio majoritário chamado Estado que só aumenta a conta.
Quer que eu faça uma simulação de quanto esse aumento representa no faturamento anual de um prestador de serviços médio para você ver o tamanho do estrago?
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Fonte:
revistaoeste
