BlackRock despeja US$ 1 bi em Bitcoin e Ethereum

A BlackRock (a maior gestora de ativos do mundo) acabou de fazer a jogada mais agressiva em criptomoedas dos últimos meses: despejou mais de US$ 1,25 bilhão em Bitcoin e Ethereum na semana passada. Isso não é pouca grana — é mais dinheiro do que o PIB de vários países pequenos. E tudo isso foi feito através dos ETFs (fundos negociados em bolsa) da empresa, que permitem investidores comprarem cripto sem ter que lidar com carteiras digitais e toda aquela complexidade.

O que diabos é um ETF de cripto?

Antes de continuar, deixa eu te explicar o básico. ETF é tipo um fundo de investimento que você compra e vende na bolsa de valores, como se fosse uma ação. Quando você compra um ETF de Bitcoin, você tá investindo em Bitcoin sem precisar comprar a moeda diretamente. É tipo comprar uma "cota" de Bitcoin que fica guardada e gerenciada pela BlackRock. Simples assim.

Isso facilita muito pra grandes investidores institucionais (bancos, fundos de pensão, empresas) entrarem no mercado de cripto sem precisar montar toda uma estrutura de custódia e segurança.

Onde foi parar toda essa grana?

A maior parte do dinheiro — cerca de US$ 1,035 bilhão — foi pro iShares Bitcoin Trust (IBIT), o ETF de Bitcoin da BlackRock. Isso aconteceu durante os cinco dias de negociação entre 12 e 16 de janeiro. Pra ter noção do tamanho da parada, as entradas líquidas históricas acumuladas do IBIT agora alcançaram US$ 63,44 bilhões. Isso é muito dinheiro.

O dia mais agressivo foi 15 de janeiro, quando os ETFs de Bitcoin atraíram coletivamente US$ 843,6 milhões em uma única sessão — o maior volume diário de 2026. Desse total, o IBIT da BlackRock representou cerca de US$ 648 milhões. É tipo todo mundo querendo entrar no mesmo clube ao mesmo tempo.

E o Ethereum não ficou de fora

O iShares Ethereum Trust (ETHA), o ETF de Ethereum da BlackRock, também recebeu uma injeção pesada de capital: aproximadamente US$ 219 milhões durante o mesmo período. Isso fez dele o líder entre todos os ETFs de Ethereum da semana. As entradas líquidas acumuladas do ETHA chegaram a US$ 12,94 bilhões.

Pra quem não sabe, Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mundo e funciona como uma plataforma pra contratos inteligentes e aplicativos descentralizados. Enquanto o Bitcoin é tipo "ouro digital", o Ethereum é mais uma "plataforma tecnológica digital".

O mercado inteiro tá aquecendo

Não é só a BlackRock que tá comprando. O mercado mais amplo de ETFs de Bitcoin registrou entradas líquidas semanais totais de US$ 1,42 bilhão — o nível mais alto desde outubro de 2025, quando os fundos registraram entradas de aproximadamente US$ 2,7 bilhões.

O FBTC da Fidelity (outra gigante financeira) ficou em segundo lugar atrás da BlackRock, com US$ 194 milhões em entradas líquidas semanais. Já os ETFs de Ethereum registraram US$ 479 milhões em entradas semanais totais, com o Ethereum Mini Trust da Grayscale contribuindo com US$ 123 milhões, atrás do ETHA da BlackRock.

Janeiro começou ruim, mas virou o jogo

Essa onda de compras veio depois de um início difícil de 2026 pros ETFs de cripto. Os ETFs de Bitcoin dos Estados Unidos tiveram aproximadamente US$ 1,1 bilhão em saídas líquidas durante a primeira semana de janeiro. A galera tava tirando dinheiro, provavelmente por medo ou pra realizar lucros.

Mas aí, em 12 de janeiro, a maré virou. Os investidores voltaram com tudo, e a BlackRock liderou a carga. Isso mostra que, apesar da volatilidade, o interesse institucional por cripto tá forte.

Preços subiram junto com as compras

Não é coincidência que o Bitcoin subiu durante esse período de acumulação. A moeda saiu de cerca de US$ 90.800 em 12 de janeiro pra acima de US$ 97.000 no meio da semana, antes de se estabilizar próximo a US$ 95.100 no sábado. Ou seja, ganhou aproximadamente 5% durante a semana.

O Ethereum seguiu uma trajetória parecida, subindo de aproximadamente US$ 3.100 em 12 de janeiro pra ser negociado perto de US$ 3.300 no fim de semana — um ganho de mais de 7%.

O que isso significa?

Observadores do mercado dizem que essas entradas sustentadas em ETFs, junto com a alta dos preços, sugerem um fortalecimento da confiança entre investidores institucionais. Isso marca uma mudança em relação ao posicionamento cauteloso que dominou o final de 2025.

Traduzindo: os tubarões do mercado financeiro tão voltando pro cripto, e isso é um sinal de que a confiança tá aumentando. Quando gigantes como a BlackRock e a Fidelity colocam bilhões em Bitcoin e Ethereum, é porque eles acreditam que os preços vão continuar subindo.

Por que a BlackRock tá fazendo isso agora?

Essa é a pergunta de US$ 1 bilhão (literalmente). Tem algumas teorias:

  • 1. A BlackRock acredita que cripto tá descontado (barato) nesse momento, especialmente com o Bitcoin abaixo de US$ 100.000.
  • 2. Eles tão se posicionando pra uma possível alta no futuro, talvez ligada a fatores macroeconômicos ou regulatórios.
  • 3. A demanda dos clientes da BlackRock por exposição a cripto tá aumentando, então eles tão comprando pra atender essa demanda.

Seja qual for o motivo, uma coisa é certa: quando a maior gestora de ativos do mundo mete mais de US$ 1 bilhão em cripto em uma semana, o mercado presta atenção.

Você confia nesse movimento da BlackRock?

E você, acha que a BlackRock sabe de algo que a gente não sabe, ou isso é só mais uma jogada especulativa que pode dar errado? Será que o Bitcoin vai finalmente ultrapassar os US$ 100.000 de vez ou vai cair de novo? E mais: você investiria em ETFs de cripto ou prefere comprar as moedas direto? Deixa sua opinião aqui nos comentários — quero saber se você tá confiante ou cético com essa onda de compras institucionais!

Fonte: ft

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