Essa postura do governo brasileiro é um retrocesso absurdo e um risco diplomático desnecessário para quem quer ser potência. Ao comprar briga direta com os Estados Unidos no palco da ONU por causa da captura de um ditador, o Brasil coloca a ideologia acima do pragmatismo econômico. Isso é perigoso porque pode afastar investimentos e gerar retaliações da maior economia do mundo, o que, no fim do dia, acaba pesando no bolso de cada brasileiro.
O Brasil querendo dar lição de moral no xerife
O cenário é o seguinte: os americanos fizeram uma operação digna de filme, prenderam Nicolás Maduro e o levaram para Nova York. O Brasil, em vez de focar nos seus próprios problemas, resolveu ir até a ONU (Organização das Nações Unidas) para dizer que isso foi uma "afronta gravíssima". O embaixador brasileiro vai reforçar que o país é contra a ingerência externa — que é o termo chique para dizer que ninguém deve se meter nos assuntos de outro país.
É como se o xerife do bairro prendesse o vizinho barulhento que ninguém aguentava mais, e você fosse lá na delegacia reclamar da forma como ele foi algemado. A pergunta que fica é: o que o Brasil ganha com isso? Absolutamente nada. Pelo contrário, a gente acaba se isolando em um bloco que nem mesmo na Celac (o grupo dos países latinos) conseguiu se entender.
Impactos concretos para o Brasil
- Relação com o maior investidor: Os Estados Unidos são parceiros comerciais vitais. Irritar Donald Trump, que já avisou que vai governar a Venezuela, é pedir para levar tarifas de importação ou perder contratos bilionários.
- Imagem de "porto seguro": Investidor estrangeiro quer estabilidade. Quando o Brasil defende um regime acusado de narcotráfico e corrupção contra a maior democracia do mundo, nossa imagem de país sério e confiável para colocar dinheiro vai para o ralo.
- Custo Brasil nas alturas: Diplomatas brigando significam mercados nervosos. Isso pode fazer o dólar subir, encarecendo tudo o que a gente importa, desde trigo até peças de tecnologia.
Análise Crítica: O pragmatismo mandou lembranças
Vamos ser sinceros: se o Brasil quer ser uma potência econômica, precisa agir como tal. Países de primeiro mundo olham primeiro para o seu próprio umbigo. O governo brasileiro está gastando capital político para defender a soberania de um regime que as próprias investigações americanas dizem estar mergulhado no narcotráfico. Isso é insensatez pura.
Enquanto o Estados Unidos estão redesenhando o mapa de influência na nossa vizinhança, o Brasil corre o risco de ficar assistindo de longe, ou pior, ser visto como o inimigo. A Geopolítica não perdoa quem escolhe o lado perdedor da história por mera teimosia diplomática. Precisamos de parcerias que tragam emprego e tecnologia, não de discursos inflamados que só servem para nos isolar no cenário mundial.
Conclusão
O veredito é que essa movimentação é péssima para o futuro do Brasil. Em vez de aproveitar a transição na Venezuela para se posicionar como o líder natural da reconstrução da região, o Brasil prefere o confronto com Washington. Isso é um atraso de décadas na nossa ambição de ser uma potência respeitada. Se não mudarmos a rota para uma diplomacia focada em resultados econômicos, continuaremos sendo o país do futuro que se sabota no presente.
Você gostaria que eu analisasse como esse posicionamento do Brasil pode afetar as futuras negociações comerciais com os Estados Unidos ainda este ano?
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Fonte: cnnbrasil
