A notícia da captura de Nicolás Maduro pelos EUA é um avanço brutal para o futuro do Brasil como potência, mas a reação dividida dos nossos líderes é um alerta vermelho. Para o Brasil ser gigante, a nossa vizinhança não pode ser um terreno baldio tomado por regimes que destroem mercados; o fim de uma ditadura vizinha é, na prática, a reabertura de um canteiro de obras e comércio para as nossas empresas.
O que aconteceu de fato?
Na madrugada deste sábado, os Estados Unidos fizeram uma operação que tirou Maduro do poder na Venezuela. Por aqui, a briga foi imediata. De um lado, nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Flávio Bolsonaro e Ratinho Junior comemoraram o que chamaram de "libertação" de um povo oprimido. Do outro, o presidente Lula e o pré-candidato Eduardo Leite falaram em desrespeito à soberania — que é o direito de um país se mandar sem metida de colher estrangeira.
Pense na América Latina como um condomínio. A Venezuela era o apartamento que estava pegando fogo, desvalorizando todos os outros e trazendo infiltração para os vizinhos. A polícia entrou sem autorização do síndico para tirar quem estava causando o incêndio. Uns comemoram o fim do fogo; outros reclamam que a polícia não bateu na porta antes de entrar.
Impactos Concretos
- Economia Brasileira: A queda de um regime que, segundo Zema, isolou Caracas do mundo, significa que o Brasil pode voltar a ter um parceiro comercial forte, vendendo de tudo, de comida a engenharia.
- Cidadão Comum: Menos instabilidade na fronteira e menos pressão migratória desordenada, o que alivia serviços públicos no Norte do país.
- Competitividade: Uma região estável atrai muito mais investimento estrangeiro do que um continente com uma "narcoditadura" — termo usado por Caiado para definir governos financiados pelo tráfico.
- Futuro do Brasil: O país precisa decidir se vai liderar a reconstrução da região ou se vai ficar isolado defendendo protocolos de Direito Internacional enquanto o mundo avança.
Análise Crítica: Chega de papo furado
Vamos falar o que precisa ser dito: não existe país de primeiro mundo cercado de vizinhos quebrados e autoritários. Flávio Bolsonaro acertou ao dizer que regimes assim destroem nações. Se a Venezuela voltar a crescer, o Brasil ganha um mercado consumidor gigante logo ao lado. Ignorar isso em nome de uma "zona de paz" que só existe no papel, como citou a nota do governo, é perda de tempo e de dinheiro.
Por outro lado, a crítica de Eduardo Leite sobre a Soberania mostra um Brasil que ainda tem medo de se posicionar de forma pragmática. Enquanto a gente discute se a forma da operação foi bonita ou feia, o fato é que o "nó" que travava o norte do nosso continente foi desatado. Um Brasil potência não pode ter medo de mudança, mesmo quando ela vem de forma brusca.
Conclusão
O veredito é que a saída de Maduro do cenário é uma vitória estratégica para os interesses econômicos do Brasil. O fim do isolamento venezuelano é a chave para o desenvolvimento regional. Para o longo prazo, o Brasil precisa parar de bater cabeça internamente e entender que estabilidade na vizinhança é lucro no bolso do brasileiro.
Você gostaria que eu detalhasse como a reabertura do mercado venezuelano pode beneficiar diretamente a indústria e o agronegócio brasileiro? Deixa a sua opinião nos comentários
Fonte: infomoney
