O estúdio Legendary Entertainment (responsável por sucessos como Duna, A Minecraft Movie e Godzilla) acabou de fechar uma parceria estratégica com a TBS Holdings Inc., uma emissora de TV japonesa baseada em Tóquio. A TBS vai injetar US$ 150 milhões no estúdio, comprando uma participação minoritária. Isso significa que o Japão tá apostando pesado em Hollywood — e vice-versa.
Quanto vale a Legendary agora?
Com essa transação, a Legendary tá sendo avaliada em mais de US$ 4 bilhões, segundo a Bloomberg. Pra ter noção, isso é mais dinheiro do que o PIB de vários países pequenos. As ações que a TBS vai comprar vêm da Apollo Global Management (uma gigante de investimentos) e da equipe de liderança da própria Legendary.
Depois dessa venda, a estrutura de propriedade do estúdio continua basicamente igual: a gestão da Legendary e a Apollo mantêm controle igualitário do negócio. A TBS entra como sócia minoritária — ou seja, ela tem um pedaço do bolo, mas não manda sozinha.
O que essa parceria vai fazer?
A aliança não é exclusiva, mas tem um objetivo claro: transformar propriedades intelectuais japonesas (IPs, que são basicamente personagens, histórias e franquias) em filmes e séries globais. A Legendary já tem um histórico gigante nisso — eles pegam conteúdo do Japão e transformam em sucesso mundial.
Exemplos? A franquia Godzilla, Pokémon: Detetive Pikachu e o recém-finalizado filme Street Fighter. Entre os projetos em desenvolvimento, tá rolando Gundam (aqueles robôs gigantes japoneses) e a segunda temporada de Drops of God.
Por que a TBS é importante nisso?
Josh Grode, CEO da Legendary, explicou que a TBS tem conexões profundas no ecossistema criativo japonês. "Por décadas, a TBS tem sido central em todo o ecossistema no Japão, desde múltiplos estúdios até anime, escritores e artistas", disse ele. Basicamente, a TBS conhece todo mundo que importa no mercado japonês de entretenimento.
A TBS traz ativos pesados pra mesa. Eles têm a THE SEVEN, um estúdio de produção responsável pelas séries da Netflix Border e Yu Yu Hakusho. Recentemente, a emissora japonesa injetou US$ 180 milhões na operação norte-americana da THE SEVEN. Ou seja: eles não tão brincando, tão investindo pesado pra expandir globalmente.
Legendary já é expert em adaptar conteúdo japonês
A Legendary não é novata nisso. Eles têm um histórico comprovado de pegar franquias japonesas e fazer elas bombarem no mundo inteiro. A franquia Godzilla é o exemplo clássico: um monstro japonês dos anos 1950 virou uma máquina de fazer dinheiro em Hollywood.
Pokémon: Detetive Pikachu é outro case de sucesso. Eles pegaram a franquia de videogame e anime mais famosa do mundo e transformaram num filme live-action (com atores reais) que fez US$ 433 milhões nas bilheterias globais.
O que a TBS ganha com isso?
Yayoi Nakatani, diretora do conselho e Chief Growth Officer (chefe de crescimento) da TBS Holdings, tá animada. "Estamos muito animados em fazer parceria com a Legendary, um estúdio de classe mundial com um histórico notável de sucessos que fazem história", ela disse. Segundo ela, a criatividade da Legendary e a capacidade de transformar IPs em franquias mundiais é "uma força indispensável" pra estratégia global da TBS.
Traduzindo: a TBS quer usar a expertise da Legendary pra pegar conteúdo japonês e espalhar pelo mundo. E a Legendary quer usar as conexões da TBS no Japão pra ter acesso a mais IPs japonesas. É uma troca que faz sentido pros dois lados.
Legendary tá em alta nas bilheterias
Esse acordo vem num momento em que a Legendary tá voando. Duna: Parte Dois arrecadou US$ 714 milhões nas bilheterias globais. A Minecraft Movie faturou US$ 955 milhões — quase 1 bilhão de dólares. E tem mais: o estúdio tá desenvolvendo um terceiro filme de Duna com o diretor Denis Villeneuve, previsto pra dezembro de 2026.
A Legendary também fechou um acordo de distribuição teatral global de três anos com a Paramount Pictures em setembro de 2025. Ou seja: eles tão expandindo pra todo lado.
De quem era a Legendary antes?
A Legendary pertencia ao conglomerado chinês Wanda Group, que tinha a participação majoritária. Mas em outubro de 2024, o estúdio comprou essa participação de volta, e agora a Apollo e a gestão da Legendary dividem o controle em partes iguais.
Desde então, o estúdio adotou uma estratégia agressiva de expansão. Esse investimento da TBS é mais um passo nessa direção — eles querem crescer globalmente e dominar o mercado de adaptações de IPs.
O que vem por aí?
Com essa parceria, podemos esperar mais adaptações de conteúdo japonês em Hollywood. Gundam tem tudo pra ser o próximo Transformers. E tem muito anime, mangá e videogame japonês que ainda não foi transformado em filme de sucesso — a Legendary e a TBS vão garimpar essas oportunidades.
Além disso, essa aliança mostra que o mercado de entretenimento tá cada vez mais globalizado. Não é mais só Hollywood dominando — agora tem parceria com Japão, Coreia do Sul, China e outros países que têm conteúdo rico e público fiel.
Qual IP japonesa você quer ver virar filme?
E você, qual franquia ou história japonesa você acha que merece virar um filmão de Hollywood? Naruto? One Piece? Dragon Ball (feito direito dessa vez)? Ou tem algum anime ou mangá mais nichado que você adora e acha que poderia bombar? Deixa sua opinião aqui nos comentários — quero saber qual IP japonesa você tá doido pra ver nas telonas!
Fonte: bloomberg
