A Polícia Federal descobriu indícios de que rolou uma ação orquestrada pra contratar influenciadores digitais e fazer eles atacarem o Banco Central nas redes sociais. E tudo isso teria sido feito em favor do Banco Master, que tá no olho do furacão por causa de uma fraude de R$ 12 bilhões. Isso mesmo, 12 bilhões de reais. Pra ter ideia do tamanho da roubalheira, dá pra comprar uns 40 estádios do Maracanã com esse dinheiro.
O que aconteceu com o Banco Master afinal?
Vamos do começo. O Banco Master foi alvo de uma liquidação extrajudicial (que é basicamente quando o Banco Central assume o controle do banco e começa a fechar as portas dele porque descobriu problemas graves). A investigação aponta que o banco cometeu uma fraude bilionária, e agora tá sendo desmontado.
Só que aí começou a rolar algo estranho nas redes sociais: vários influenciadores começaram a postar conteúdo atacando o Banco Central, colocando a culpa neles pela liquidação e defendendo o Banco Master. A PF percebeu que isso não era coincidência — tinha um padrão, uma coordenação clara.
Como a PF descobriu isso?
A Diretoria de Inteligência da PF começou uma informação de polícia judiciária (uma espécie de investigação preliminar, antes de abrir um inquérito oficial) e identificou que mais de 40 perfis nas redes sociais estavam fazendo posts parecidos, atacando o Banco Central. Tudo muito sincronizado, como se tivesse alguém pagando pra isso acontecer.
Alguns influenciadores confirmaram pra CNN que foram procurados por agências de marketing digital oferecendo dinheiro pra eles fazerem posts contra a liquidação do Banco Master. Esses influencers disseram que não têm medo de investigação porque não aceitaram a proposta — mas o fato é que muitos aceitaram.
E quem tá por trás disso?
A PF suspeita que essa campanha orquestrada foi feita pra defender os interesses do Banco Master. O dono do banco é Daniel Vorcaro, e a defesa dele já se mexeu: enviou uma petição pro STF (Supremo Tribunal Federal) negando que ele tenha "qualquer envolvimento ou conhecimento" sobre a contratação de influenciadores.
Traduzindo: o advogado de Vorcaro diz que o cliente dele não sabia de nada. Mas a PF tá em cima, juntando as provas.
E agora? O que vai acontecer?
Na última terça-feira (13 de janeiro), a PF pediu autorização pro ministro Dias Toffoli, do STF, pra investigar oficialmente esse esquema. Agora é esperar a decisão dele. Se ele autorizar, a PF pode instaurar um inquérito policial completo e ir a fundo nessa história.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) também entrou na parada. No fim de dezembro, eles identificaram um volume atípico de menções à entidade e aos seus representantes nas redes sociais, tudo ligado à liquidação do Banco Master. Basicamente, tinha gente demais falando mal do Banco Central e da Febraban ao mesmo tempo — mais um sinal de que tinha campanha paga rolando.
Por que isso é grave?
Contratar influenciadores pra defender uma empresa ou atacar adversários não é crime em si. O problema é quando isso vira manipulação de opinião pública pra esconder fraudes ou atrapalhar investigações. Se ficou provado que o Banco Master (ou alguém ligado a ele) orquestrou essa campanha pra tentar escapar da responsabilidade pela fraude de R$ 12 bilhões, aí a coisa fica séria.
É tipo contratar um monte de gente pra gritar na porta do tribunal que você é inocente enquanto as provas dizem o contrário. Não cola.
Influencers envolvidos têm medo?
Segundo a CNN, os influenciadores que relataram terem sido procurados disseram que não temem investigação da PF. Eles alegam que recusaram a proposta de fazer posts pagos. Mas a PF vai querer saber quem aceitou, quanto recebeu, quem contratou e como isso foi organizado.
Você confia em tudo que vê nas redes sociais?
Essa história do Banco Master mostra como é fácil manipular opinião nas redes. Você já parou pra pensar quantas vezes vê influenciadores defendendo empresas ou atacando instituições sem deixar claro que tão sendo pagos? Será que dá pra confiar em tudo que aparece no feed ou a gente precisa questionar mais?
Deixa sua opinião aqui nos
comentários — quero saber se você acha que essa prática de contratar
influencers pra atacar o Banco Central deveria ser crime!
Fonte:
cnnbrasil
