Política fiscal insustentável: o Brasil está cavando o próprio buraco

Pode preparar o capacete, porque o diagnóstico da IFI e do Ipea é um retrocesso absurdo para as nossas ambições de país de primeiro mundo. O resumo da ópera é claro: o governo está gastando como se não houvesse amanhã, criando regras cheias de "puxadinhos" e destruindo a confiança de quem realmente põe dinheiro no país. Se a gente não mudar a rota, o sonho de ser uma potência vai virar fumaça sob uma montanha de dívidas.

O truque das exceções e a conta que não fecha

Sabe quando você faz uma dieta, mas diz que chocolate, pizza e cerveja "não contam"? É exatamente isso que o governo está fazendo com o arcabouço fiscal (o conjunto de regras para controlar os gastos). Eles criaram tantas exceções — como precatórios (dívidas judiciais do governo) e gastos com o PAC — que já tiraram mais de R$ 170 bilhões do radar só nos últimos três anos.

O resultado? O governo finge que cumpre a meta, mas o déficit primário (quando o governo gasta mais do que arrecada, antes de pagar os juros da dívida) continua subindo. É um jogo de cena que a IFI e o Ipea já sacaram: a política atual é insustentável. Não dá para estabilizar a economia vivendo de "puxadinhos" orçamentários.

Impactos Concretos

Na prática, isso detona a nossa Competitividade. Com a dívida bruta caminhando para 83,8% do PIB (toda a riqueza que o país produz), o Brasil vira um vizinho caloteiro aos olhos do mundo. Ninguém quer investir pesado em um país onde o governo não consegue nem planejar o que vai gastar no ano que vem.

Para o cidadão comum, o impacto é no bolso: juros altos por mais tempo para compensar a bagunça do governo e inflação batendo na porta. Sem o Grau de Investimento (o selo de "bom pagador" das agências de risco), o dinheiro estrangeiro foge, o dólar sobe e o Brasil continua sendo o país do futuro que nunca chega.

Análise Crítica: Sem papas na língua

O que a Fitch Ratings disse é um soco no estômago: a política econômica brasileira tem pouca credibilidade. É vergonhoso ver órgãos sérios como a IFI e o Ipea avisando que o ajuste necessário está "distante da realidade". O governo está empurrando a sujeira para debaixo do tapete com o adiamento de discussões sobre despesas obrigatórias, e isso só aumenta o preço que nós, brasileiros, vamos pagar lá na frente.

O Brasil tem tudo para estar entre as maiores economias do mundo, mas para isso precisa de responsabilidade. Gastar mais do que arrecada ano após ano, desde 2014, não é política social, é suicídio econômico. Enquanto o orçamento for rígido e as emendas parlamentares pesarem mais que o investimento produtivo, continuaremos sendo lanterninhas no crescimento global.

Conclusão

O veredito é péssimo. A insistência em um modelo fiscal que "perde credibilidade" afasta o Investimento Estrangeiro e condena o Brasil à mediocridade. Para sermos gigantes, precisamos de um choque de realidade: cortar privilégios, encarar as despesas obrigatórias de frente e parar de achar que dívida pública se resolve com mágica. O tempo está acabando.

Você quer entender quais setores da economia brasileira serão os primeiros a sentir o baque se a nossa nota de crédito cair ainda mais nas agências de risco? Posso listar os riscos para o seu bolso.

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Fonte: cnnbrasil

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