Saúde de Bolsonaro e STF: O circo institucional que trava o Brasil

Essa notícia é um retrocesso absurdo para a estabilidade do Brasil. Não importa de que lado você está, o fato é que transformar a saúde de um ex-presidente preso em um cabo de guerra entre um ministro do STF e relatórios médicos é a receita do desastre.

Isso projeta para o mundo a imagem de um país onde a política e a justiça estão tão misturadas que nem um atendimento médico básico segue um protocolo claro, gerando uma insegurança institucional que queima nossa credibilidade como nação séria.

Queda na cela e queda na confiança

O cenário é o seguinte: Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe, caiu da cama e bateu a cabeça. A Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes dizem que foi "coisa leve" e que ele deve ficar em observação na cela. 

Do outro lado, a família e os médicos particulares dizem que ele teve um traumatismo craniano leve (uma pancada na cabeça que pode ser perigosa) e precisam de uma ressonância magnética para garantir que não vai dar ruim depois.

É como se você batesse o carro e o guarda de trânsito decidisse que você está bem só de olhar, enquanto o seu médico diz que você precisa de um raio-X para não ter uma hemorragia interna. No meio disso, Michelle Bolsonaro joga a responsabilidade para a PGR. O resultado? Um espetáculo mediático que não ajuda em nada o país a andar para frente.

Impactos Concretos

  • Instituições em frangalhos: Quando decisões médicas são atropeladas por decisões judiciais (ou vice-versa), o cidadão perde a confiança em quem deveria manter a ordem.
  • Imagem Internacional: O Brasil parece uma "república de bananas" onde o destino de líderes políticos depende de humores e picuinhas, e não de regras técnicas e transparentes.
  • Risco de Instabilidade: Se algo grave acontece com um custodiado de alto perfil por falta de exame, o país entra em uma espiral de caos social que afasta qualquer investimento estrangeiro.

Análise Crítica: Menos ego, mais protocolo

Vamos ser diretos: um país que quer ser potência econômica não pode se dar ao luxo de viver esse amadorismo. Se a equipe médica do próprio preso diz que está "limitada e insegura" sem os exames, negar a saída para um hospital é um tiro no pé da própria Justiça. Por outro lado, a politização de cada passo da saúde do ex-mandatário pela oposição e pela situação transforma o sistema prisional em um palco de teatro.

O Estado Democrático de Direito exige que a lei seja aplicada, mas também que a integridade física de qualquer preso seja garantida por critérios técnicos, não por "achismos"

Se o médico da Polícia Federal diz que é leve, mas o médico assistente vê riscos, a prudência deveria vir antes da queda de braço. No fim das contas, essa briga só serve para alimentar a polarização que paralisa as pautas importantes do Brasil.

Conclusão

O veredito é que esse episódio é péssimo para o Brasil. Enquanto o mundo discute tecnologia e novos mercados, nós estamos discutindo se um ex-presidente pode ou não fazer uma ressonância após um traumatismo. 

É uma energia desperdiçada que mantém o país no atraso. Para sermos gigantes, precisamos de instituições que funcionem com a precisão de um relógio, e não de um tribunal que precise decidir sobre cada curativo.

Você quer que eu acompanhe se a PGR vai realmente intervir nesse caso e como isso pode mudar a temperatura política nas próximas horas?

Deixa a sua opinião nos comentários
Fonte: jovempan

Postar um comentário

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade