Essa notícia é daquelas que mostra como o Brasil tá virando protagonista no mundo das criptomoedas. As stablecoins atreladas ao real (pensa nelas como "dólares digitais", mas em vez de dólar, é o nosso real) explodiram em 2025. O volume de transações pulou de US$ 1 bilhão para mais de US$ 4 bilhões – ou seja, quadruplicou. Isso tá acontecendo porque empresas descobriram que é mais rápido, barato e prático usar essas moedas digitais pra fazer pagamentos internacionais.
Por que as empresas tão usando isso?
A resposta é simples: resolver problema de câmbio sem burocracia. Quando uma empresa brasileira precisa pagar um fornecedor lá fora ou receber dinheiro do exterior, normalmente ela passa por bancos, paga taxas altas e espera dias úteis. Com stablecoins, isso acontece em minutos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, e com custo bem menor.
Segundo Renato Valente, da Iporanga Ventures, entre 80% e 84% de todas as transações com essas moedas digitais agora envolvem empresas fazendo esse tipo de operação. Não é mais só investidor especulando – é gente resolvendo problema real de negócio.
Brasil tá dominando na América Latina
O Brasil virou o queridinho das stablecoins na região. A gente representa cerca de 70% do volume total da América Latina e já é o terceiro maior mercado do mundo nesse setor, perdendo só pro mercado de dólar e euro. Isso não é pouca coisa.
E o Banco Central? Tá de olho
Enquanto o mercado cresce, o Banco Central não tá parado. Em fevereiro de 2026, entram em vigor novas regras que vão tratar transações com stablecoins como operações de câmbio normais – tipo as casas de câmbio que você vê no shopping.
Isso acontece porque 90% dos fluxos de cripto no país já envolvem essas moedas digitais. A indústria cripto (representada pela Abcripto) até ameaçou entrar na justiça por causa de possíveis impostos, mas Valente acredita que ter regras claras é bom pro mercado. Segundo ele, "clareza regulatória destranca o mercado" – ou seja, quando todo mundo sabe as regras do jogo, mais gente entra pra jogar.
Tem muita gente querendo entrar nessa
Com o mercado bombando, todo mundo quer um pedaço do bolo. A B3 (a bolsa de valores brasileira) vai lançar sua própria stablecoin em 2026. E tem mais: o ex-diretor do Banco Central, Tony Volpon, criou a BRD, uma moeda digital que ainda paga rendimento baseado nos títulos públicos do governo (aqueles que rendem com os juros altos do país, de 15%).
Já existem players estabelecidos como a BRZ (da Transfero), com US$ 185 milhões em valor de mercado, e a BBRL, com US$ 51 milhões. A startup brasileira Crown levantou US$ 13,5 milhões em dezembro pro seu token BRLV.
O que vem por aí?
O Mercado Bitcoin projeta que o mercado global de stablecoins vai chegar a US$ 500 bilhões até o fim de 2026. Pro Brasil, Valente fecha com chave de ouro: "a tokenização do dinheiro é um caminho sem volta". Traduzindo: dinheiro digital veio pra ficar, e quem não se adaptar vai ficar pra trás.
E você, o que acha disso?
Você usaria uma stablecoin em real pra fazer pagamentos ou receber dinheiro, ou ainda prefere o sistema bancário tradicional? Será que essas moedas digitais vão realmente facilitar a vida de todo mundo ou ainda tem muito risco envolvido?
Deixa sua opinião aqui nos comentários – quero
saber se você tá nessa ou se ainda tá na dúvida!
Fonte:
blockworks
