Startup cria reator de fusão do tamanho de contêiner

Essa notícia é daquelas que parece ficção científica, mas tá acontecendo agora. A nT-Tao, uma startup de Israel, acabou de conseguir algo histórico: gerar plasma (um gás superaquecido que é o combustível da fusão nuclear) em seu reator compacto chamado C3. E o mais impressionante? Isso rolou apenas dois meses depois de começarem a montar a parada. O objetivo final é criar um reator de fusão do tamanho de um contêiner de navio que consiga gerar energia limpa e potente.

O que é fusão nuclear afinal?

Pensa assim: fusão nuclear é o mesmo processo que acontece no Sol. Você junta átomos com tanta força e calor que eles se fundem, liberando uma quantidade absurda de energia. Diferente das usinas nucleares tradicionais (que dividem átomos e geram lixo radioativo), a fusão praticamente não produz resíduo perigoso e usa combustível abundante. O problema é que fazer isso aqui na Terra é extremamente difícil – você precisa aquecer o material a milhões de graus e manter tudo controlado.

O que a nT-Tao conseguiu?

O protótipo C3 gerou seus primeiros pulsos de plasma em 15 de janeiro de 2026. Isso significa que eles conseguiram aquecer o gás a temperaturas altíssimas – estamos falando de cerca de um milhão de graus Celsius. O antecessor deles, o C2-A, já tinha alcançado essa temperatura, e agora o C3 vem com melhorias nos ímãs (que seguram o plasma no lugar) e nos sistemas de energia.

O Dr. Yoav Shoshani, que é o chefe de experimentos da empresa, disse que ir da validação do confinamento magnético (basicamente provar que conseguem segurar o plasma sem ele explodir tudo) até o primeiro plasma em pouco mais de dois meses mostra que a equipe é rápida e eficiente. "Não estamos apenas testando, estamos acelerando o ritmo", ele afirmou.

Por que isso é diferente dos outros projetos?

A maioria dos projetos de fusão nuclear são gigantes. O ITER, por exemplo, é um reator enorme que tá sendo construído na França com participação de vários países. Já a nT-Tao quer fazer algo compacto, do tamanho de um contêiner, que possa ser instalado em qualquer lugar: fábricas, data centers, navios, até em locais remotos. A ideia é que cada reator gere entre 10 e 20 megawatts de energia limpa.

Eles usam uma técnica própria de aquecimento do plasma e confinamento magnético que, segundo a empresa, permite densidades de plasma muito maiores que os concorrentes. Basicamente, eles conseguem espremer mais "combustível" em menos espaço, tornando o reator menor e mais eficiente.

Quem tá bancando isso?

A nT-Tao já levantou US$ 28 milhões no total. A rodada mais recente, de US$ 22 milhões, foi liderada pela Delek US e NextGear Ventures, com participação da Honda, OurCrowd e Grantham Foundation. Além disso, em março de 2025, eles ganharam mais US$ 5 milhões da Autoridade de Inovação de Israel – e esse foi o quarto prêmio consecutivo que receberam do governo, o que mostra que o pessoal lá acredita mesmo nessa tecnologia.

E por que todo mundo tá de olho nisso agora?

Simples: a demanda por energia tá explodindo. Com o crescimento da inteligência artificial e dos data centers (aqueles prédios cheios de computadores que fazem a internet funcionar), a gente precisa de muito mais eletricidade. E precisa ser energia limpa, porque as mudanças climáticas não tão brincando.

A fusão nuclear é vista como a solução definitiva: energia praticamente infinita, limpa e sem emissões de carbono. Por isso, investidores estão jogando dinheiro pesado nisso – cerca de US$ 30 bilhões já foram investidos globalmente em projetos de fusão. Empresas como Commonwealth Fusion Systems e Helion Energy também estão na corrida, mas com reatores maiores. A nT-Tao se diferencia justamente por apostar no formato compacto.

Quando isso vira realidade?

A empresa tá mirando a década de 2030 pra comercialização. Ou seja, se tudo der certo, em menos de 10 anos a gente pode ter reatores de fusão compactos gerando energia limpa em diversos lugares do mundo. Não é amanhã, mas também não é ficção científica distante.

E aí, você acredita nessa revolução energética?

Fusão nuclear compacta parece promessa demais pra ser verdade ou você acha que finalmente vamos resolver a crise energética e climática de vez? Será que em 10 anos realmente vamos ver esses reatores funcionando ou é mais um hype que não vai dar em nada?

Deixa sua opinião aqui nos comentários – quero saber se você tá otimista ou cético com essa tecnologia!
Fonte: finance

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